Revisão de financiamento de veículo feita por perito contábil

Parcela do financiamento do carro pesa mais do que o contrato parecia indicar e o banco não mostra como chegou no valor.

Recalculamos o contrato de financiamento (CDC) e apontamos, em parecer com memória de cálculo, a diferença entre o que foi cobrado e o que o contrato autoriza — sem prometer resultado judicial.

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A revisão de financiamento de veículo é o recálculo técnico do contrato do seu carro, moto ou caminhão, feito para saber se o valor das parcelas e do saldo devedor corresponde ao que foi contratado e ao que as normas permitem cobrar. Quem assina o parecer é um contador com registro no CRC, que compara a taxa do seu contrato com a taxa média divulgada pelo Banco Central para a mesma modalidade e época, confere a forma de cobrança dos juros e separa tarifas, seguros e encargos que entraram no valor financiado.

Serve para duas pessoas. A primeira é quem financiou o veículo e sente que a parcela pesa mais do que o contrato parecia indicar, mas não tem como conferir a conta do banco. A segunda é o advogado que vai propor ou contestar uma ação revisional e precisa de um número técnico para discriminar o valor controvertido na petição inicial. Nos dois casos o produto é o mesmo, um parecer técnico extrajudicial com memória de cálculo, entregue em 15 dias úteis por R$ 620,00.

O que você recebe

Parecer técnico extrajudicial (ATÉ) assinado por contador CRC com memória de cálculo do recálculo. Opcional: quesitos para ação judicial (order-bump).

Quando a revisão do financiamento faz sentido

A revisão costuma ser pedida em quatro situações. A mais comum é a parcela que parece alta para o valor do carro, quando a pessoa soma o que vai pagar até o fim e o total passa do dobro do preço do veículo. A segunda é o contrato com itens que ninguém explicou na loja, como seguro prestamista, tarifa de avaliação do bem, registro de contrato ou um "serviço de terceiros" embutido no valor financiado.

A terceira situação é o atraso. Quem deixou de pagar duas ou três parcelas recebe do banco um saldo para quitar ou renegociar, e esse saldo inclui juros de mora, multa e às vezes comissão de permanência. Antes de assinar qualquer acordo, vale saber se o número está certo. A quarta é a ação judicial já em andamento, seja uma revisional proposta pelo consumidor, seja uma busca e apreensão movida pelo banco.

A revisão perde sentido quando a taxa do contrato está dentro da média de mercado da época e não há tarifa ou seguro questionável. Nesse caso o parecer mostra exatamente isso, e a decisão de pagar, negociar ou discutir passa a ser tomada com o número conferido, o que já evita gastar com um processo sem base técnica.

O que o perito analisa no seu contrato

O perito lê a Cédula de Crédito Bancário (CCB) ou o contrato de financiamento cláusula por cláusula e extrai os dados que determinam a conta:

- valor do bem, entrada e valor efetivamente financiado; - taxa de juros mensal e anual contratada e o Custo Efetivo Total (CET); - sistema de amortização e forma de capitalização dos juros; - tarifas cobradas na abertura, como cadastro, avaliação do bem e registro; - seguros incluídos no valor financiado e quem é a seguradora; - encargos de atraso previstos, como multa, juros de mora e comissão de permanência.

Com esses dados, o perito busca a taxa média de juros divulgada pelo Banco Central para aquisição de veículos por pessoa física no mês da assinatura. A comparação entre a taxa contratada e a taxa média é o ponto de partida que os tribunais usam para discutir abusividade, e o parecer mostra essa comparação com a fonte oficial indicada.

Depois vem o confronto com o histórico de pagamentos. Cada parcela paga entra na memória de cálculo com data e valor, e o saldo é reconstruído mês a mês. Se houve atraso, o perito separa o que é encargo de mora previsto do que foi acrescentado sem previsão contratual. O resultado aparece em cenários, para que você e o seu advogado vejam o efeito de cada ponto analisado.

Como funciona, passo a passo

1. Você envia pelo WhatsApp uma foto ou PDF do contrato e o extrato de pagamentos, se já tiver. A equipe confere se os documentos permitem fazer a revisão e diz o que falta. 2. Como este é um produto de tabela, o preço é fixo. Você recebe a proposta com o link de pagamento, sem precisar esperar orçamento. 3. Com o pagamento confirmado e a documentação completa, o caso é aberto e começa a contar o prazo de 15 dias úteis. 4. O perito da área bancária lê o contrato, busca as séries do Banco Central, reconstrói a evolução da dívida e redige o parecer, separando o que é fato técnico do que é tese jurídica. 5. Antes da entrega, um revisor que não participou do cálculo refaz a conferência matemática e a leitura do texto. Se encontra erro, o parecer volta ao perito. 6. O parecer assinado por contador com CRC chega a você por e-mail e WhatsApp, com um resumo executivo em linguagem direta.

Se faltar algum documento no começo, a proposta sai do mesmo jeito, com a ressalva do que precisa ser conseguido. O banco é obrigado a fornecer cópia do contrato e o extrato ao cliente, e a equipe orienta como pedir.

O que você recebe

O entregável é um parecer técnico extrajudicial, assinado por um dos responsáveis técnicos da Central com registro no Conselho Regional de Contabilidade. O parecer contém:

- identificação do contrato e dos documentos examinados; - metodologia usada, com as fontes oficiais de cada taxa e índice; - memória de cálculo com a evolução do saldo, parcela a parcela; - comparação entre o que foi cobrado e o que resulta de cada cenário analisado; - conclusão técnica fundamentada, em linguagem que o juiz, o advogado e o próprio cliente conseguem acompanhar; - resumo executivo de uma página com os números principais.

O parecer não é uma opinião solta. Cada número tem origem indicada, o que permite ao perito do juízo, ao banco e ao magistrado refazer a conta e chegar ao mesmo resultado. É isso que diferencia uma prova técnica de uma estimativa de calculadora on-line.

Se você contratar o adicional de quesitos, recebe também a peça com as perguntas técnicas que o seu advogado pode apresentar para o perito nomeado pelo juiz responder, amarradas aos pontos que o parecer identificou. O parecer é entregue em PDF assinado digitalmente e em versão editável, para que o advogado possa citar trechos na petição.

Prazo de entrega

O prazo é de 15 dias úteis, contados a partir de duas condições: pagamento confirmado e documentação completa. Os dois marcos existem porque o perito precisa do contrato inteiro para começar, e a Central só abre o caso depois do pagamento.

Dentro desses 15 dias acontecem a leitura do contrato e dos extratos, a reconstrução do cálculo, a redação do parecer e a revisão independente. Esta última etapa não é opcional. Nenhum parecer sai sem que outra pessoa da equipe técnica confira a matemática e a separação entre fato e tese.

Se você tem um prazo processual correndo, informe no primeiro contato. A equipe verifica a agenda do perito antes de fechar e diz com franqueza se o prazo cabe. Prometer uma data que não pode ser cumprida seria pior para você do que ouvir um "não dá" no primeiro dia.

Quando o adicional de quesitos é contratado junto, a peça de quesitos é produzida dentro do mesmo prazo, porque parte do mesmo cálculo e da mesma leitura do contrato. Documentos que chegam depois do início, como um extrato atualizado, podem ser incorporados enquanto o parecer não foi fechado.

Quanto custa a revisão do financiamento de veículo

A revisão de financiamento de veículo é um produto de tabela, com preço fixo por contrato:

- R$ 620,00 por contrato; - R$ 589,00 no PIX, com 5% de desconto; - até 3 parcelas de R$ 206,67 no cartão; - adicional de quesitos para ação judicial, R$ 400,00 (combo de R$ 1.020,00, ou R$ 969,00 no PIX).

O valor cobre o trabalho técnico completo, do recebimento dos documentos à entrega do parecer assinado. Não inclui custas processuais, deslocamento, diligências nem honorários de advogado, que são contratados à parte com o profissional que vai representar você.

Não há cobrança por resultado nem percentual sobre valores que venham a ser discutidos. Você paga pelo trabalho técnico, e o parecer mostra o que os documentos mostram, mesmo quando a conclusão é que o contrato está dentro da média.

Boleto não é parcelado. Se você tem mais de um contrato de veículo, cada um é um parecer, e a proposta indica o valor total. Valores da Tabela Oficial de Preços da Central vigente na data de publicação desta página.

Para advogados, como usar o parecer em juízo

Em ação revisional de financiamento, o artigo 330, parágrafo 2º, do Código de Processo Civil exige que a petição inicial discrimine as obrigações contratuais que o autor pretende controverter e quantifique o valor incontroverso do débito. Sem esse número, a inicial corre risco de indeferimento. O parecer entrega exatamente essa quantificação, com memória de cálculo que pode ser juntada como documento.

Na fase de prova, o parecer orienta os quesitos. O adicional de quesitos traz a peça pronta para o prazo do artigo 465, parágrafo 1º, e evita perguntas genéricas que o perito do juízo responde sem entrar no ponto. Quando o laudo oficial sai, o mesmo cálculo serve de base para o parecer do assistente técnico previsto no artigo 477.

Em defesa de busca e apreensão, o parecer ajuda a demonstrar se o saldo apresentado pelo banco para purgar a mora está correto, o que interessa quando o cliente quer quitar e manter o veículo.

Um cuidado de postura. O parecer é técnico e separa fato de tese. A decisão sobre qual tese sustentar, e com qual precedente, é do advogado. O perito mostra o número e a fonte; a argumentação jurídica fica com quem assina a petição.

Erros comuns em revisão de financiamento de veículo

O primeiro erro é confiar em calculadora on-line gratuita. Essas ferramentas aplicam uma taxa hipotética sobre o valor financiado e devolvem um número que não considera tarifas, seguros, parcelas pagas com atraso nem a data exata da assinatura. O resultado não tem valor de prova e pode levar a uma expectativa errada.

O segundo é pedir a revisão sem o contrato. Sem a CCB não há como saber a taxa pactuada, o CET e as tarifas. O banco deve fornecer a cópia ao cliente, e o pedido pode ser feito por escrito no atendimento ou pela ouvidoria.

O terceiro é tratar qualquer juro acima de 12% ao ano como abusivo. A Súmula 382 do STJ afasta essa leitura. O critério usado pelos tribunais é a comparação com a taxa média de mercado da época, analisada caso a caso.

O quarto é parar de pagar na expectativa de uma revisão. O inadimplemento abre caminho para a busca e apreensão do veículo. A decisão sobre pagamento, depósito do valor incontroverso ou acordo deve ser tomada com o advogado, e o parecer serve para que ela seja tomada com o número certo na mão.

Base legal e normativa

O parecer se apoia nas normas e precedentes que regem o contrato de financiamento de veículo e a prova pericial contábil:

- Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), artigos 6º, inciso V, e 51, inciso IV, sobre cláusulas que colocam o consumidor em desvantagem exagerada; - Medida Provisória 2.170-36/2001 e Súmulas 539 e 541 do STJ, sobre capitalização de juros expressamente pactuada; - REsp 1.061.530/RS, julgado como repetitivo, que adota a taxa média de mercado como parâmetro para discutir juros remuneratórios, e Súmula 382 do STJ; - Temas 618 e 620 do STJ, sobre tarifas de abertura de crédito e de emissão de carnê; - Tema 958 do STJ (REsp 1.578.553/SP), sobre tarifa de avaliação do bem e registro do contrato; - Tema 972 do STJ (REsp 1.639.320/SP), sobre seguro prestamista contratado com seguradora imposta pela instituição; - Código de Processo Civil, artigos 330, parágrafo 2º, 465 e 477; - NBC TP 01 e NBC PP 01 do Conselho Federal de Contabilidade, que regem a perícia contábil e o perito contador.

As taxas médias vêm do Sistema Gerenciador de Séries Temporais do Banco Central, com a série e a data indicadas no parecer.

Como funciona

  1. 1

    Você conta o caso

    Pelo WhatsApp ou pelo formulário desta página. Um especialista responde em até 2 horas úteis.

  2. 2

    Triagem e proposta

    Conferimos documentos e viabilidade. Produto de tabela tem preço fixo; sob medida recebe proposta em até 24 horas.

  3. 3

    Execução

    O perito da área calcula e um responsável técnico assina. Prazo: 15 dias úteis, contado do pagamento confirmado e da documentação completa.

  4. 4

    Entrega

    Parecer ou laudo assinado, com memória de cálculo, e orientação de uso ao seu advogado.

Investimento

R$ 620,00

por caso

PIX: R$ 589,00

Cartão: até 3x (parcela R$ 206,67)

Adicional: Quesitos para Ação Judicial — R$ 400,00

Valores não incluem custas, deslocamento nem honorários advocatícios.

Perguntas frequentes

+Revisão de financiamento de veículo funciona?

A revisão mostra se o contrato cobrou acima do que foi pactuado ou do que a taxa média de mercado da época indica. Quando há diferença, o parecer dá ao advogado o número para negociar ou discutir em juízo. Quando não há, você evita um processo sem base. O resultado jurídico depende do caso e do juiz.

+Quais documentos preciso enviar?

O contrato ou Cédula de Crédito Bancário completo, o extrato ou histórico de pagamentos e um documento de identidade com CPF do financiado. Se não tiver o contrato, o banco é obrigado a fornecer a cópia. A equipe da Central orienta como fazer esse pedido por escrito antes de começar a revisão.

+Quanto custa a revisão de financiamento de veículo?

R$ 620,00 por contrato, ou R$ 589,00 no PIX. No cartão, até 3 parcelas de R$ 206,67. Os quesitos para ação judicial custam R$ 400,00 como adicional. O valor não inclui custas processuais nem honorários de advogado, que são contratados à parte com quem vai representar você.

+Em quanto tempo recebo o parecer?

Em 15 dias úteis, contados do pagamento confirmado e da documentação completa. Nesse prazo o perito lê o contrato, reconstrói o cálculo com as taxas do Banco Central, redige o parecer, e um revisor independente confere a conta antes de o documento ser assinado e enviado a você.

+Posso pedir a revisão mesmo com parcelas atrasadas?

Pode, e às vezes é o melhor momento, porque o saldo cobrado pelo banco no atraso inclui multa, juros de mora e outros encargos. O parecer mostra quanto desse saldo corresponde ao contrato. A decisão de pagar, depositar ou negociar deve ser tomada com o seu advogado, com esse número em mãos.

+O parecer serve para entrar com ação revisional?

Serve como documento técnico para instruir a petição inicial, inclusive para quantificar o valor incontroverso exigido pelo artigo 330 do CPC. Para a fase de prova, a Central oferece a peça de quesitos como adicional. Quem decide propor a ação e qual tese sustentar é o advogado responsável pelo caso.

+Juros acima de 12% ao ano são abusivos?

Não por si só. A Súmula 382 do STJ afasta essa regra automática para contratos bancários. O parâmetro usado pelos tribunais é a comparação com a taxa média de mercado divulgada pelo Banco Central para a modalidade, na data do contrato. O parecer faz essa comparação com a fonte oficial indicada.

+Quem assina o parecer?

Um dos responsáveis técnicos da Central: Edilson Aguiais (CRC-GO 027.798/O-0), Robson Antonello ou Guilherme Luchetta (CRC-PR 078021/O-8). Antes da assinatura, o cálculo passa por revisão de outro profissional que não participou da produção.

Quem assina

Todo laudo, parecer ou nota técnica sai assinado por um responsável técnico registrado no conselho de classe, com a memória de cálculo demonstrada.

  • Edilson Aguiais

    CRC-GO 027.798/O-0

    Contador, advogado e economista; responsável técnico, assina laudos e pareceres

  • Robson Antonello

    Responsável técnico

    Diretor de operações; responsável técnico, assina laudos e pareceres

  • Guilherme Luchetta

    CRC-PR 078021/O-8

    Contador, sócio-diretor comercial; responsável técnico, assina laudos e pareceres

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